Câmara Técnica do Concitiba debate acessibilidade e ciclomobilidade    24 maio 2018

 

Acessibilidade e ciclomobilidade foram pautas da reunião da Câmara Técnica do Conselho da Cidade (Concitiba), nesta quarta-feira (23/5), no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). Os temas compõem o Plano Setorial de Mobilidade, que está em revisão pelo Instituto.

 

Previstos no Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257/2001), os Planos Setoriais fazem parte do Plano Diretor e devem ser atualizados a cada dez anos. O Plano de Mobilidade vigente em Curitiba é de 2008.

 

O arquiteto Ricardo Mesquita, do Centro Vida Independente (CVI), fez palestra sobre os desafios da acessibilidade e a necessidade da adequação dos espaços urbanos para garantir o deslocamento seguro das pessoas com deficiência e dificuldade de locomoção. "Acessibilidade envolve todos, é uma demanda transversal", disse Mesquita ao ressaltar a necessidade do planejamento da acessibilidade tendo em vista a inversão da pirâmide etária no país. "Precisamos repensar o Brasil que está envelhecendo. Já temos mais pessoas na faixa dos 30 a 40 anos do que jovens."

 

O arquiteto mostrou exemplos de obstáculos em vias públicas e calçadas e rampas em desacordo com o que prevê a legislação e destacou que a União tem recursos e a atribuição, segundo o Estatuto da Pessoa com Deficiência, de auxiliar os Estados e municípios em obras que garantam a acessibilidade.

 

Bicicleta

Representantes da Associação dos Ciclistas do Alto Iguaçu (Cicloiguaçu), Fernando Rosenbaum e Felipe França Silva traçaram um panorama da atuação do grupo na defesa da ciclomobilidade e citaram pesquisas que apontam o interesse dos cidadãos a migrar para outros modais de transporte se houver investimento em infraestrutura.

 

Silva disse que pesquisa feita pela associação aponta que 85% dos ciclistas que antes circulavam pelas canaletas exclusivas para ônibus passaram a utilizar as ciclofaixas das vias calmas.

 

De acordo com Silva, 2% dos curitibanos utilizam a bicicleta como meio de transporte, mas o potencial da cidade para esta escolha é de 9,4% se houver investimentos em infraestrutura cicloviária e na integração de modais de forma a garantir a segurança do usuário neste tipo de deslocamento.

Como exemplos de cidades que investem na ciclomobilidade como transporte intermodal foram citadas Amsterdã, onde 40% da população utilizam bicicletas como meio de transporte; Copenhague, com 50%; e Berlim, em que os deslocamentos por bikes são feitos por 13% dos 3,6 milhões de habitantes.

 

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