Evolução demográfica baliza proposta da Lei de Zoneamento da capital   22 junho 2018

 

A proposta de Lei de Zoneamento que a Prefeitura deverá encaminhar à Câmara Municipal até o fim deste mês tem entre suas premissas a evolução demográfica de Curitiba que projeta a queda no crescimento populacional nos próximos anos.

 

De acordo com o economista Alberto Paranhos, coordenador da revisão da Lei de Zoneamento no Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Urbano de Curitiba (Ippuc), o retrato demográfico é um contexto relevante e norteador da atualização das regras de Uso e Ocupação do Solo na cidade.

 

Conforme projeções do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2020, a população curitibana irá oscilar daqui a dois anos em torno de 2 milhões de habitantes, com uma taxa de crescimento estimada de 1,02% ao ano - metade do que a cidade crescia em 2000 (2,11%) e um quinto da taxa da década de 80, quando o número de habitantes em Curitiba chegou a crescer a uma proporção de 5,34% ao ano.

 

"Há dois impactos relacionados à diminuição do crescimento populacional. A população ficará estável em quantidade e mais velha em idade", ressalta Paranhos. Para ele, a nova realidade obriga um novo arranjo de espaços públicos, já que haverá cada vez menos demanda por imóveis novos.

 

O Plano Diretor de Curitiba define como área de baixa densidade aquela que tem até 80 habitações por hectare. No Centro, por exemplo, uma das áreas mais adensadas da cidade há 54 habitações por hectare. "Além de mais adensamento nesse local, precisamos de mais qualidade", diz o economista.

 

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