Rosto da Cidade recupera paisagem urbana com despiche e restauro de imóveis    22 junho 2018

 

Resgatar o Centro da cidade como área para moradia, turismo e lazer e o fortalecimento do comércio e de serviços, é uma das metas do projeto Rosto da Cidade, da Prefeitura de Curitiba. Idealizado pelo prefeito Rafael Greca e desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), o projeto busca a recuperação de imóveis em uma área de 2 km² onde se pretende agregar valor e a preservar o patrimônio edificado.

 

"O Rosto da Cidade dá início a um processo de despiche, de recuperação urbana e de reativação de bons usos das antigas casas", afirma o prefeito.

 

A área foco do projeto integra um polígono de quadras compreendido entre as ruas XV de Novembro, Mariano Torres, Conselheiro Araújo, Luiz Leão, João Gualberto, Inácio Lustosa, Benvindo Valente, Paulo Graeser Sobrinho, Emílio de Menezes, Visconde de Nácar e as vias transversais.

 

"É uma região onde há prédios inteiros, de qualidade, completamente desocupados sendo transformados em mocós. Nossa ideia é que o rosto de Curitiba faça jus ao grande nome da cidade", reforça Greca.

 

Intervenções

 

O projeto envolve uma série de intervenções que vão desde a prospecção de propriedades e o estudo de incentivos para a sua recuperação e utilização para o benefício da cidade.

 

No espaço urbano definido para a execução o Rosto da Cidade prevê quatro etapas com a recuperação de uma área aproximada de 230 mil metros quadrados. O investimento estimado é de R$ 4,8 milhões na recuperação que envolve o custo do material, execução da pintura e reparos nas edificações.

 

A primeira delas é o Setor Histórico, desde a Rua São Francisco até a Telepar no encontro com a Manoel Ribas, com investimento de R$ 1,7 milhão para a recuperação de 83 mil metros quadrados. O segundo trecho envolve as Praças Tiradentes e Generoso Marques, uma área de 51 mil metros quadrados, com investimento estimado de R$ 980 mil. A terceira parte das intervenções se dará no eixo das ruas Barão do Rio Branco e Riachuelo, desde a Praça Eufrásio Correia até a 19 de Dezembro, numa área de 75 mil metros quadrados na qual deverão ser investidos R$ 1,7 milhão na recuperação. Na quarta etapa entrará a Trajano Reis desde o Setor Histórico até a Praça do Gaúcho, uma área de 19 mil metros quadrados, na qual deverão ser investidos R$ 495 mil.

 

"O objetivo é que não percamos o São Francisco e os bairros do centro tradicional que são o rosto de Curitiba", ressaltou Greca.

 

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