Conheça a história das primeiras lombadas eletrônicas de Curitiba    21 de setembro de 2018

           (Texto da Tribuna do Paraná)

 

A primeira lombada eletrônica de Curitiba foi instalada na Rua Francisco Derosso, no bairro Xaxim, certo? Errado! Por muitos anos, até mesmo a prefeitura de Curitiba pensava que a primeira era a do Xaxim. Mas a Tribuna descobriu que, na verdade, a primeira de Curitiba (e do mundo!) foi a da Rua Mateus Leme, no bairro São Lourenço, que recentemente foi retirada de lá por conta da criação do binário com a Rua Nilo Peçanha.

 

Pra explicar o "engano", nada melhor do que conversar com o arquiteto que inventou e instalou o equipamento: Osvaldo Navarro, 74 anos, que mora a poucas quadras da Rua Mateus Leme. Na época, ele era funcionário do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e expôs a sua ideia para um grande amigo que entendia muito de eletrônica e computação, o Donald Schause. E assim surgiu a primeira lombada.

 

Na época, conta Osvaldo, os radares já existiam. "Mas eu queria que fosse algo mais preciso, que registrasse com mais precisão a velocidade, a placa, quantos carros passam por ali. Além disto, eu quis criar algo que fizesse parte do mobiliário urbano, que fosse uma marca da cidade. E tinha que ser bonito, que o motorista visse claramente as luzes verde (quando passava em velocidade permitida), vermelho (quando em velocidade acima do permitido) e o amarelo piscando constante (para que todos vissem de longe que ali havia uma lombada), além do visor mostrando a velocidade", diz o arquiteto, referindo-se ao design do equipamento.

 

Tudo foi montado em cima da filosofia de Osvaldo, de educação para o trânsito, de que era preciso diminuir a velocidade dos veículos nas cidades. "Na época, o Denatran queria aumentar a velocidade nos centros urbanos. Hoje todo mundo reconhece o que eu já falava lá trás, de quem tem que diminuir. Depois que as lombadas eletrônicas foram instaladas, várias pesquisas foram feitas e constataram que elas conseguiram reduzir os acidentes. Olha quanta gente está viva hoje por causa das lombadas", afirma Osvaldo, mostrando que o intuito do design criado, com calçada e grama no meio e a luz amarela piscando era justamente para chamar atenção das pessoas e dos motoristas de que ali havia uma travessia segura para pedestres e que deveria ser respeitada por todos.

 

Conforme a empresa Perkons, que é de propriedade de Donald, amigo de Osvaldo, e desde aquela época fabrica as lombadas, o número de infrações registradas pelos equipamentos diminui em média 70% após o primeiro ano de implantação. E o Detran-PR também verificou que, sete anos após a implantação dos equipamentos, os acidentes reduziram 40% na capital paranaense. Outra pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-Rio), diz a Perkons, concluiu que cada lombada evita cerca de três mortes e 34 acidentes por ano. E agora, que os curitibanos estão habituados à filosofia educacional dos equipamentos, o índice de respeito à velocidade nos trechos fiscalizados é de 99,93%.

 

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